Piloto iniciou no kart ainda criança e não saiu mais do automobilismo; para Bia, "o lugar da mulher é onde ela quiser estar. Basta querer”

Brasil Econômico


Ana Beatriz Caselato Gomes de Figueiredo é um nome comprido, mas mesmo assim não faz jus a quantidade de conquistas que a piloto de automobilismo possui. Mais conhecida como Bia Figueiredo, a paulistana começou no kart aos oito anos e construiu uma carreira notável desde então.

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Em um ambiente dominado por homens, Bia Figueiredo foi a primeira mulher a correr em uma categoria top do automobilismo mundial. Foi a primeira a vencer na Firestone Indy Lights, na Fórmula Renault, a conquistar pole na Fórmula 3, a vencer o Desafio das Estrelas, a disputar as 500 Milhas de Indianápolis e a Fórmula Indy.

Bia Figueiredo no programa Pra Frente Sempre da TViG
Reprodução/TV iG
Bia Figueiredo no programa Pra Frente Sempre da TViG


“Precisava ser bem-sucedida. Eu estava na linha do espetacular e do ridículo, porque se eu não vencesse seria uma menina, andando em último e fazendo coisa de menino. Agora, se eu ganhasse era espetacular porque seria uma menina que venceu importantes competições nunca antes conquistadas por nenhuma mulher”, conta a piloto em entrevista ao programa Pra Frente Sempre da TV iG.

Bia conta que a família sempre esteve ao seu lado, incentivando-a desde cedo: “Meu pai é o meu grande incentivador. O detalhe é que meus pais não têm nenhuma relação com o automobilismo. Eles exercem profissões bem distintas. Meu pai é psiquiatra e minha mãe é dentista. Quando meu pai percebeu o meu gosto por carros de corrida, me levou ao kartódromo. Fiz os primeiros treinos escondidos da minha mãe”, lembra.

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Em 1994, com o falecimento do piloto Ayrton Senna, a família ficou preocupada com a sua segurança, mas não deixou de apoiá-la. “Quando essa fatalidade aconteceu, minha mãe ficou desesperada e me perguntava se o automobilismo era mesmo o que eu queria, pois era perigoso. Além disso, teve o lado financeiro porque é muito caro. Mas eles sempre disseram que estariam ao meu lado, que a decisão era minha e me apoiariam” comenta.

Bia foi a primeira mulher a correr em uma categoria top do automobilismo mundial
Divulgação/Arquivo Pessoal
Bia foi a primeira mulher a correr em uma categoria top do automobilismo mundial


Diante de uma carreira tão vitoriosa e promissora, Bia precisou estruturar uma equipe para ajudá-la no gerenciamento. “Minha carreira é administrada por mim, mas sempre tive pessoas que me auxiliaram, principalmente na transição do Kart, quando eu não tinha a menor experiência. Hoje eu tenho várias frentes. Tem a minha equipe com quem converso para melhorar o desempenho do carro e planejar a próxima corrida; e a parte externa de assessoria de imprensa e a busca por patrocínio. Além do automobilismo, eu também participo de campanhas educativas como, por exemplo, a de segurança no trânsito em que falo da minha carreira, da parte motivacional” diz.

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Bia Figueiredo ainda deu um conselho para as mulheres que desejam seguir carreira em áreas dominadas por homens. “Eu tive essa oportunidade de ser bem-sucedida em um meio masculino. Eu sempre falo para as mulheres serem persistentes e nunca desistirem. Trabalhem o dobro que eles, porque serão sempre questionadas. O lugar da mulher é onde ela quiser estar. Basta querer”, explica.

Bia iniciou no kart aos 8 anos
Arquivo pessoal
Bia iniciou no kart aos 8 anos


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