Ex-ginasta falou sobre o início da sua carreira, suas conquistas e revelou seu lado como empreendedora durante entrevista ao Pra Frente Sempre

Natural de Porto Alegre, Daiane dos Santos teve seu talento descoberto por acaso ainda na infância. “Estava brincando em um parquinho e uma professora de ginástica olímpica me viu, e por conta do biótipo, me escolheu e depois eu fui fazer o teste”, explica em entrevista ao Programa Pra Frente Sempre. Com apenas 11 anos, começou a treinar na sua escola e depois de um ano foi para o Grêmio Náutico União (GNU).

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Em 1999, com apenas 16 e 1m54, chamou a atenção por conseguir conquistar duas medalhas no Pan-Americano em Winnipeg, Canadá: prata no salto sobre cavalos e bronze por equipes. Depois desse acontecimento, Daiane passou a ser reconhecida como uma das melhores ginastas do país. Daiane dos Santos também foi responsável por melhorar a imagem da ginástica artística brasileira que até então não tinha tanto destaque. “Eu sempre quis ser a melhor dentro do meu ambiente e também sempre gostei de fazer as coisas passo-a-passo”, ressalta.

Sucesso nas quadras, Daiane dos Santos agora investe em projetos sociais
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Sucesso nas quadras, Daiane dos Santos agora investe em projetos sociais

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No ano de 2003, competindo no Mundial de Anaheim, na Califórnia, Daiane conseguiu a primeira medalha de ouro brasileira desta competição. Na ocasião ela apresentou pela primeira vez o que viria ser um dos movimentados batizados com o seu nome: duplo twist carpado ou simplesmente Dos Santos, desenvolvido junto com o seu técnico Oleg Ostapenko.  Em 2004, mesmo lesionada, disputou as Olimpíadas de Atenas , mas não conquistou nenhuma medalha. Fico na quinta posição e ao som de “Brasileirinho”, apresentou seu segundo movimento que recebeu o nome de Dos Santos II.

Salto empreendedor

Depois de participar das olímpiadas em Londres no ano de 2012, Daiane dos Santos anunciou a sua aposentadoria do esporte e decidiu fundar o projeto Brasileirinhos. “O Brasileirinhos tem um nicho totalmente social, a transformação do caráter da criança”. Os alunos terão a oportunidade de participar de atividades circense e ginástica olímpica. Para esse ano, a ex-ginasta tem um pano ousado: conseguir realizar esse trabalho em todos os CEUs de São Paulo. “O esporte tem um poder transformador”, finaliza.

* Por Renato Aranha.

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